O HCI agora conta com consultório de psiquiatria intervencionista, com métodos de última geração, para tratamento de depressão grave e doenças neurológicas

  • 12 de março de 2026
tratamento neurologico

O Hospital de Clínicas Ijuí agora conta com consultório de psiquiatria intervencionista, com métodos de última geração para depressão refratária ao tratamento ou doenças neurológicas. O atendimento é realizado pelas médicas especialistas em psiquiatria intervencionista, Sílvia Marchant Gomes e Camila Eickhoff.

Dentre os métodos disponvíveis está a eletroconvulsoterapia (ECT), que é um procedimento terapêutico utilizado na psiquiatria para o tratamento de transtornos mentais graves, especialmente em casos em que outros tratamentos não apresentam os resultados esperados. O método consiste na aplicação de uma corrente elétrica controlada no cérebro, realizada em ambiente hospitalar e com acompanhamento médico especializado, o que provoca uma breve convulsão terapêutica. Esse processo gera importantes alterações neuroquímicas e funcionais no cérebro, contribuindo para a melhora de sintomas psiquiátricos significativos.

Segundo a dra. Sílvia, a ECT é indicada, principalmente, em quadros como depressão grave, transtorno bipolar e algumas formas de esquizofrenia, especialmente quando há risco elevado para o paciente, sofrimento intenso ou resistência ao tratamento medicamentoso. Em doenças como o Parkinson, pode reduzir a sintomatologia e o uso de medicação. Ao longo dos anos, o procedimento tornou-se cada vez mais seguro, sendo realizado com anestesia e monitoramento constante, garantindo maior conforto e segurança ao paciente.

Entre os principais benefícios da ECT está a rápida redução dos sintomas, o que pode representar uma melhora significativa na qualidade de vida do paciente. Muitas pessoas que passam pelo tratamento apresentam melhora do humor, redução da ansiedade, diminuição de pensamentos negativos e recuperação da capacidade de realizar atividades do dia a dia. Em diversos casos, a resposta ao tratamento ocorre de forma mais rápida do que com medicamentos isoladamente.

Outro aspecto importante é que, com a melhora clínica proporcionada pela ECT, muitos pacientes conseguem reduzir a quantidade de medicamentos utilizados ou até mesmo diminuir as doses prescritas. Isso pode contribuir para a redução de efeitos colaterais associados ao uso prolongado de remédios psiquiátricos, tornando o tratamento mais equilibrado e adequado às necessidades individuais de cada paciente.

Dessa forma, a eletroconvulsoterapia representa uma alternativa terapêutica eficaz e segura, especialmente quando indicada de forma criteriosa por profissionais especializados. O objetivo principal do tratamento é proporcionar alívio do sofrimento psíquico, promover estabilidade emocional e oferecer ao paciente melhores condições para retomar sua rotina e qualidade de vida.

“Outra opção terapêutica em casos de depressão maior e transtorno bipolar refratários – após o uso adequado de múltiplos tratamentos convencionais – é a cetamina injetável. Através da administração por via intravenosa , a cetamina atua em mecanismos neurobiológicos diferentes dos antidepressivos tradicionais, especialmente no sistema glutamatérgico, podendo promover alívio rápido dos sintomas depressivos, principalmente em pacientes com ideação suicida. A avaliação realizada por uma equipe de psiquiatria experiente e sua realização em ambiente monitorado, é fundamental”, finaliza dra. Sílvia Marchant Gomes.

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