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HCI oferece atendimento completo em Saúde Mental

POSTADO EM: 10/09/2021
HCI oferece atendimento completo em Saúde Mental

O Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) oferece um dos atendimentos em Saúde Mental mais completo da região. O serviço conta com Emergência Psiquiátrica, com a presença do médico psiquiatra e um médico residente; Internação Psiquiátrica, uma unidade com oito leitos SUS e três para convênios/particular, com equipe interdisciplinar especializada na área responsável pelo acolhimento do paciente no momento de necessidades no cuidado em saúde mental; Ambulatório de Psiquiatria com atendimento de todos os convênios – exceto Unimed; e Interconsulta Psiquiátrica, por meio do qual são realizadas avaliações de pacientes internados em outras áreas, a pedido dos médicos.
Recentemente, o serviço foi ampliado ao Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) com a criação do Ambulatório Psico-oncológico, direcionado ao atendimento de pacientes em que há necessidade de avaliações dentro da área da Psiquiatria, e realizado por meio do SUS.

“É algo novo e importante, sabemos das dificuldades dos pacientes em tratamento oncológico”, acrescenta o responsável técnico da Internação Psiquiátrica do HCI, preceptor do programa de residência em Psiquiatria, médico psiquiatra Bruno Guidolin. “É um serviço bem completo, desde a chegada à emergência, internação, ambulatório. Dentro do nosso ambulatório de convênios, temos outros dois específicos, um da Infância e Adolescência, com psiquiatra infantil, e de Psicogeriatria, para pacientes idosos acima de 60 anos, por convênios credenciados.” Guidolin lembra ainda que é possível buscar o atendimento também pela Central de Convênios, com o Cartão HCI Vida, que oferece descontos em consultas e exames.

O Setembro Amarelo é uma iniciativa de visibilidade e prevenção ao suicídio, lançada em 2014 pelo Centro de Valorização à Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), devido ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, que ocorre hoje, dia 10 de setembro.
“Essas entidades viram a necessidade de termos uma prevenção ao suicídio, que não é uma doença, mas um acontecimento, em que leva a pessoa a tirar sua vida, na maioria das vezes por conta de transtornos mentais, sendo que os mais prevalentes são a depressão, ansiedade e por álcool e outras drogas, como crack e cocaína. A necessidade de falar mais sobre o tema e de desmitificá-lo, porque era muito enlutado o termo e não se falava sobre por acharem que poderiam incentivar as pessoas a cometerem suicídios, e se provou que não. Quanto mais falarmos sobre o tema, quanto mais quem está passando por esse sentimento ser acolhido, e as pessoas serem receptivas a quem está em sofrimento, será melhor e preveniremos mais. O Setembro Amarelo vem para isso, para falarmos sobre prevenção ao suicídio, e também para falarmos sobre Saúde Mental, de como é possível melhorar a qualidade de vida, seu ambiente familiar e laboral, e não daqui a pouco desencadear um transtorno psiquiátrico. Qualquer pessoa pode ter algum transtorno, principalmente depressão e ansiedade, e na pandemia estamos vendo os números se elevarem, seja por uma dificuldade de vida ou de situação familiar, desemprego, são várias as relações que podem levar a depressão e ansiedade. Claro, existem outros transtornos como bipolaridade, esquizofrenia, que esses são mais voltados à parte genética, mas podem ocasionar o suicídio, e devem ter um acompanhamento”, explica Guidolin.

O médico alerta para a alta demanda em atendimentos na Saúde Mental observada em nossa região, nos diferentes níveis de transtornos, ocasionados por questões sociais, como o desemprego, agressões, abusos. Guidolin pondera que, além da redução do acesso aos serviços, devido à pandemia e as medidas preventivas ao contágio e disseminação da covid-19, também há gargalos na comunicação à Rede, o que dificulta ter um quadro definitivo da situação – embora o Rio Grande do Sul tenha registrado aumento de 7% do número de suicídio comparado ao ano de 2019. O psiquiatra acentua que assim como o corpo, o cuidado com a mente é essencial para obter uma melhor qualidade de vida.

“As pessoas tinham muito o estigma de não precisar ir ao psiquiatra. Na saúde física precisamos ter uma boa alimentação, fazer exercícios físicos, repouso, o que também faz parte da Saúde Mental, ter bons relacionamentos com a família e os amigos, trabalhar no que se gosta, sendo satisfeito com a parte laboral, porque passamos um terço de nossas vidas trabalhando, uns mais, outros menos, e, assim, evitaremos ter transtornos mentais, como depressão e ansiedade, e a pandemia mostrou isso. De uma hora para outra perdemos o convívio com as pessoas, tivemos que mudar o jeito de trabalhar e nossos hábitos, e isso afetou muito a parte mental das pessoas. Devemos cuidar cada vez mais de nossos hábitos e rotinas, e assim reduziremos o número de transtornos psiquiátricos e consequentemente o número de suicídios”, conclui Guidolin.


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